Homens realmente escutam menos, sabe aquela frase clássica: “Você não escutou o que eu disse?” Pode ser verdade — e não é só impressão. Ciência, biologia e cultura conspiram para explicar por que, muitas vezes, homens parecem ouvir menos (ou com menos interesse).
A ciência por trás da escuta
Pesquisas em neurociência mostram que homens e mulheres processam sons de maneiras diferentes. Enquanto o cérebro feminino costuma ativar mais áreas ligadas à linguagem e interpretação de nuances emocionais, o cérebro masculino tende a filtrar informações de forma mais objetiva. Isso significa que, em situações de diálogo, eles podem deixar escapar detalhes que para elas são cruciais.
Um estudo da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, revelou ainda que os homens têm mais dificuldade em processar frequências agudas – justamente aquelas presentes em vozes femininas. O resultado? Muitas vezes eles não estão “ignorando”, mas literalmente ouvindo menos. Alguns pontos para que isso ocorra:
1. O Cérebro Masculino Processa Vozes Femininas como Música
Pesquisadores da Universidade de Sheffield descobriram que o cérebro dos homens processa vozes femininas de forma diferente: elas ativam áreas relacionadas à música — enquanto vozes masculinas usam um mecanismo mais direto e simples. A explicação? A voz feminina tende a ter uma melodia mais complexa e tonalidades mais agudas, o que exige “mais esforço” cerebral para decodificar.
2. Diferenças Neurológicas Reais
Em estudos de neuroimagem (fMRI), constatou-se que vozes femininas ativam de maneira marcante áreas específicas do córtex auditivo, como o sulco temporal superior, algo que não ocorre com vozes masculinas. Isso mostra que o cérebro trata os gêneros como “objetos sonoros distintos”, com caminhos de processamento diversos.
3. Escuta Rápida é Diferente de Atenção Completa
Tanto em testes auditivos quanto em ressonâncias, foi observado que mulheres têm resposta mais rápida a componentes sonoros complexos. Ainda que homens e mulheres tenham threshold similar em frequências básicas, as mulheres processam nuances com mais agilidade.

Além da biologia: comportamento aprendido
Claro que não dá para culpar apenas o cérebro. Fatores sociais também pesam. Desde cedo, meninas são incentivadas a desenvolver empatia, conversar e prestar atenção nas emoções alheias. Já os meninos, muitas vezes, crescem com a ideia de que “não precisam falar tanto” ou “demonstrar sentimentos”. Isso reflete diretamente na escuta atenta durante conversas adultas.
O impacto nas relações
Essa diferença pode gerar conflitos, especialmente em relacionamentos. Enquanto mulheres esperam atenção plena, os homens podem achar que “escutaram o suficiente”. O problema é que, sem perceber, podem deixar passar informações importantes, o que aumenta a sensação de desinteresse.
Dá para melhorar?
Sim, e muito. A escuta é uma habilidade que pode ser treinada. Técnicas simples, como manter contato visual, repetir partes da fala da outra pessoa para confirmar entendimento e reduzir distrações (como celular ou TV), já fazem enorme diferença.
No fim, as mulheres tinham razão: homens escutam menos. Mas a boa notícia é que, com consciência e prática, essa diferença pode se transformar em oportunidade de aproximação – e não em mais um motivo de discussão.
No Fim das Contas…
Sim, homens realmente escutam menos, e isso envolve:
- Processamento auditivo biológico diferenciado.
- Estratégias cognitivas e neurológicas distintas.
- Comportamentos aprendidos ao longo da vida.
Mas tem jeito! Eis como melhorar isso com humor e empatia:
O que fazer:
- Diga: “Você ouviu alguma coisa ou só piscou?” (com brincadeira, claro).
- Peça um feedback ativo: “Repete o que eu acabei de dizer?”
- Crie um ambiente livre de “barulho desnecessário” — celular, TV, multitarefas.
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